Agora foi a vez de falarmos com Galileo e Killer Queen do WWRY Brazil

Alírio Netto é Galileo:

WWRY 21) Fale-nos um pouco de você e sua formação artística.
Meu nome é Alirio Netto, sou cantor há 25 anos, comecei a cantar em bandas de rock aos 15 anos. Logo depois procurei uma professora de canto e comecei a estudar canto lírico, passei por vários professores, estudei fora do país, na Berkeley.
Fiz também muitas óperas, muitos concertos, gravei vários cds com minhas bandas Khallice, Lince e Age of Artemis, bandas essas que fizeram tours pelo país algumas vezes. Tocamos com grandes nomes da música mundial como Guns N’ Roses, Iron Maiden, Dream Theater, Alanis Morrissete e mais um montão rs…
Acabei no teatro musical, fiz Jesus na versão mexicana do musical Jesus Christ Superstar, Judas na versão brasileira e agora o Galileo no We Will Rock You. Ainda arrumo tempo pra dar aulas de canto e workshops rs…:)
2)Você pode nos contar como foram os testes para o musical ?
São sempre muito difíceis, muita gente qualificada, temos o teste de canto, de interpretação e dança para alguns personagens.Os testes duraram um semana, e logo depois eu virei o Galileo.
3)Houve adaptações neste musical para o nosso país você poderia comentar sobre isso?
Sim, a principal foi que os textos ficaram em português e as musicas em inglês por respeito à obra do Queen. Adaptamos as piadas e alguns nomes de personagens que são mais conhecidos no país, mas a principal mudança foi a inclusão de uma música Love Of My Life com uma cena inédita especialmente para o Brasil, porém a história foi mantida como no original.
4) Para você qual é a música ou parte mais difícil do musical ?WWRY 4
Já me adaptei bastante e vocalmente sempre estive muito confortável com o repertório do Queen por ser minha banda favorita na vida. As coreografias foram para mim as partes mais difíceis.
5) E qual é a música que mais te emociona, que mexe lá no fundo do coração e Por que?Who Wants To Live Forever! Sempre amei essa música só que agora se tornou mais do que especial, pois foi nessa cena que eu e a atriz que interpreta a Scaramouche (Livia Dabarian) nos apaixonamos de verdade, e nos tornamos namorados na vida real.O que o Queen uniu o homem não pode separar rs
6) Você sente uma “pressão” a mais por fazer um musical com a marca Queen?
Sim com certeza! Interpretar o protagonista da peça reencarnando o mestre Freddie tem um peso muito grande, algo que te faz agradecer todos os dias e também se cuidar muito para manter o nível que a peça exige.
7) Se você pudesse estar no palco ao lado de Brian May e Roger Taylor, o que gostaria de cantar?
Qualquer coisa do Queen!
8) Fale um pouco sobre o seu eu personagem.
Eu faço o Galileo que e um jovem sonhador e que também ouve vozes. Ele não se sente parte do mundo em que vive e está sempre questionando e lutando contra o sistema. Em certo momento ele descobre através de sua jornada que tem que salvar o Rock N’ Roll encontrando o último instrumento musical escondido no iPlanet, que é o mundo onde eles vivem há 300 anos no futuro.
9) Quais são seus planos/projetos futuros?
Estou com meu primeiro CD solo que sairá logo depois do musical e já estou em processo de pré-produção do próximo CD do Artemis.
10) Deixe um recado aos fãs e um convite para assistirem ao musical!
Primeiramente muito obrigado pelo espaço, e sempre bom conversar com apaixonados pelo Queen. Gostaria de convidar a todos os fãs do Queen para irem de sexta a domingo no teatro Santander parar prestigiar esse momento histórico do teatro musical brasileiro.
Um grande abraço,
Alirio Netto
www.alirionetto.com

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Andressa Mazzei é Killer Queen:
WWRY 71) Fale-nos um pouco de você e sua formação artística
Comecei a cantar naturalmente, no colégio e em festivais de rock. Quando vi que era isso que realmente queria, comecei a fazer cursos livres, aulas particulares e comecei a cantar profissionalmente na noite. Aprendi na marra! O teatro musical veio logo em seguida, não da para parar de estudar! Cada espetáculo tem uma necessidade diferente que exige que a técnica esteja em dia.
2)Você pode nos contar como foram os testes para o musical ?
Os criativos e a produção foram bem exigentes e específicos nos testes. Já sabiam o que procuravam e quando isso acontece, para nós atores, a audição fica muito prática e prazerosa. Eles procuravam atores que carregassem a essência dos personagens e que acima de tudo entendessem o estilo da banda.
3)Houve adaptações neste musical para o nosso país você poderia comentar sobre isso?
O Luciano e a Bianca, nossos versionistas, conseguiram adaptar o texto não só pros dias de hoje mas também pra realidade do país! Quando o espetáculo foi escrito, apesar de ser bem recente, a internet, celulares ainda não eram tão utilizados como hoje. Isso possibilitou uma releitura até mais interessante do texto! Acabou aproximando o publico, ainda mais quando as referências passam por ícones da musica brasileira.
4) Para você qual é a música ou parte mais difícil do musical ?
Tecnicamente, para mim, Play The Game é a mais complexa! É uma música com muitos saltos, notas agudas, graves e exige uma maior atenção pra não sair do personagem. Aliás, além da dificuldade das musicas (afinal cantar Freddie nunca é fácil), os figurinos são muito grandiosos e acabam dificultando a performance. Mas tudo é uma questão de costume, hoje já não me atrapalha tanto. E é uma delícia cantar Queen!
5) E qual é a música que mais te emociona, que mexe lá no fundo do coração e por quê?
A Kind of Magic! Porque quando era criança eu cantava essa música em frente ao espelho, toda maquiada, com o cabo da vassoura simulando o microfone e imaginando estar de frente pra uma plateia num grande show de rock! É, a vida é muito louca, ela dá voltas! 🙂

6) Você sente uma “pressão” a mais por fazer um musical com a marca Queen?
A pressão existe, mas é uma coisa boa! Como se fosse um controle de qualidade interno. Não tem como se permitir entrar em cena e dar menos que 100%, o público espera a qualidade Queen e é isso que queremos dar pra eles.
7) Se você pudesse estar no palco ao lado de Brian May e Roger Taylor, o que gostaria de cantar?
Nossa se eu sobrevivesse (rs), acho que Bohemian e quem sabe The Show Must Go On. Ai gente, qualquer uma! Quando?? Hahahaha.
8) Fale um pouco sobre o seu eu personagem
A Killer Queen é a chefe da Globalsoft, empresa que tem como meta a apropriação total da mente dos jovens do iPlanet, nosso planeta num futuro assustador onde ninguém mais pensa por si mesmo. Acredito que todos os personagens desse espetáculo são pedacinhos da personalidade dos integrantes da banda, e com a Killer não é diferente!
9) Quais são seus planos/projetos futuros?
Com certeza continuar com minha carreira em teatro musical. E depois dessa experiência no WWRY, pretendo colocar um antigo projeto que estava engavetado em andamento. Há novidades por ai!
10) Deixe um recado aos fãs e um convite para assistirem ao musical!
O WWRY é acima de tudo uma experiência! Se vc gosta de musical, vai descobrir uma nova forma de contar histórias. Se gosta de Queen vai enlouquecer! Se não gosta vai no mínimo querer ouvir de novo, pois todos vão sair ganhando!

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Entrevistas concedidas a Lady Taylor